• Géssica Nutri

O Colágeno e suas controvérsias

Você já deve ter lido ou ouvido várias informações diferentes sobre esse assunto, não é mesmo? Alguns afirmam que o colágeno vai melhorar o aspecto da sua pele, enquanto outros afirmam que é jogar dinheiro fora ou até especulam sobre efeitos semelhantes consumindo a gelatina que vende no mercado. Fato é que ainda há muita controvérsia sobre o assunto.


Mas, afinal, o que será que tem de verdade, de mito e de evidência científica sobre o tema? Bom, antes de mais nada, é importante separar o joio do trigo e entender que o colágeno in natura (aquele que vem direto dos animais), a gelatina em pó do mercado, o colágeno hidrolisado e os peptídeos de colágeno NÃO são a mesma coisa.


A principal diferença entre eles está no peso molecular e, quanto mais quebrada estiver essa molécula, melhor será a absorção pelo nosso corpo. Então, não tem como falar que o colágeno in natura (que é uma proteína grande e tem de 300 a 400 kDa) vai ter a mesma função dos peptídeos de colágeno (que são uma molécula pequena, com míseros 0,3 a 3 kDa).


Para entender melhor como isso funciona:

O colágeno in natura passa por um primeiro processo de quebra pela indústria e é transformado em gelatina, com aproximadamente 100 kDa. Quando passa por outro processo de quebra, se transforma em colágeno hidrolisado, com 7 a 12 kDa. Por fim, quando e se essas moléculas são submetidas a um processo de transformação enzimática, ficam ainda menores, chegando a pesar de 0,3 a 3 kDa.


Colágeno do Tipo 1


O colágeno é a proteína mais abundante do corpo e, apesar de existir 28 tipos diferentes, é o colágeno do Tipo 1 o que tem função sobre a nossa derme, além de ser encontrado também em tendões, ligamentos e ossos. Você provavelmente já ouviu falar do colágeno do Tipo 2, muito divulgado também pela indústria de suplementos, mas sua função está associada, principalmente, à saúde das cartilagens (tema para um outro artigo e em outra oportunidade).



Suplementar ou não?


Ok, nutri! Já entendi que para melhorar o aspecto da pele tenho que optar pelo colágeno do Tipo 1 e, de preferência, os que estão em forma de peptídeos de colágeno, mas afinal, vale a pena suplementar ou não? Bom, considerando que estudos recentes têm demonstrado resposta satisfatória na hidratação e elasticidade da pele com o uso de peptídeos de colágeno, a resposta é que sim, a suplementação pode ser válida, entretanto há vários pontos a considerar.


O primeiro é que, assim como toda suplementação, dever ser usado como um complemento, ou seja, sem uma alimentação de qualidade, ingestão de água adequada e estilo de vida saudável, dificilmente a suplementação irá suprir as expectativas de melhora na estrutura da pele. Você pode até comprar o melhor colágeno do mundo, mas se tiver alto consumo de açúcar, gorduras saturadas, álcool, fumo, beber pouca água, baixa qualidade do sono e não se preocupar com os cuidados externos, provavelmente vai sim jogar dinheiro fora.


Dose e horário de consumo


A dose usual indicada é de 2,5 gramas ao dia para peptídeos de colágeno e 5 gramas para o colágeno hidrolisado e, quanto ao horário de ingestão, diferentes estratégias podem ser adotadas, como consumir à noite (por conta da ação do hormônio GH e baixa do cortisol), antes de alguma refeição (no horário de maior apetite no dia) ou apenas levando em conta o que for mais conveniente para a sua rotina. Se o colágeno tiver cofatores (como a vitamina C e o silício, por exemplo) e se for livre de corantes e adoçantes artificiais, melhor ainda.


Por uma questão ética não posso indicar marcas nesse artigo, mas minha sugestão é que peça orientação ao seu nutricionista ou médico especialista sobre qual a melhor opção e, principalmente, se há indicação de uso para você nesse momento.


Até a Próxima :-)


Nutricionista Géssica Barbara

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo